Elida Monicelli, 34 anos, jogadora de beach tennis.

Elida Monicelli, 34 anos, jogadora de beach tennis.

Por volta dos 6 anos de idade, fui incentivada pelos meus pais a fazer meu primeiro esporte: natação. O incentivo era prioritariamente para que eu pudesse aprender a nadar e me salvar em qualquer situação aquática. Este é o primeiro esporte da qual me recordo de ter praticado. As próximas memórias são de tentativas desanimadas de me encaixar em algum esporte na escola: vôlei, basquete, educação física, ballet, jazz, tênis, badminton… Em nada eu me engajava. Tudo me parecia muito chato! Fazia por fazer. Na altura dos meus 14 anos, consegui convencer meus pais a fazer judô, o que numa cultura machista na qual estava inserida, lhes parecia “esporte de homens”. Mas, fiz e gostei muito! Finalmente encontrava ali um esporte da qual me identificava! Era individual, tinha muita técnica e me deixava quase num estado meditativo de seriedade para pensar nas próximas estratégias. No entanto, a alegria não durou tanto e aos 15 anos me machuquei gravemente num campeonato, a ponto de ter que fazer uma cirurgia na clavícula que me custou 6 pinos de platina, retirados 3 anos depois. Naquele ponto, meu coração ficou dilacerado. Poxa! Justamente quando eu tinha me apaixonado por alguma atividade física isso me acontecia. Ali parei, e fiquei numa, nada animada, prática de musculação desanimada até os 18 anos.

Eu sempre fui uma criança e adolescente que brigava muito com a balança. Ao longo de toda essa fase sofri com efeito sanfona, o que naturalmente necessitava muitíssimo da prática de atividades físicas para, quem sabe, conseguir estabilizar o peso. Na chegada dos 18 anos, comecei a prática séria de musculação, com ajuda de Personal Trainner. Desde então, nunca deixei de praticar a modalidade. Verdadeiramente, a prática me ajudou muito a estabilizar o peso e, principalmente: me ajudou a fortalecer a musculatura a ponto de até então, nunca ter tido nenhuma lesão física.

Mas algo em mim fazia falta: praticar um esporte que me desafiasse, que me fizesse socializar, que me divertisse, que me relaxasse e que, ainda por cima, ajudasse ainda mais a minha saúde! Foi quando, numa academia em que eu já treinava, ofereceram aulas de beach tennis, e mesmo com medo me desafiei. A prática estava super em alta na minha cidade, pós pandemia, e é claro que eu estava curiosa pra saber porque as pessoas gostavam tanto e dedicavam tantas horas à prática. Iniciei as aulas, ainda tímida e com a crença de que eu não servia para esportes coletivos, decidi que precisava me abrir para o novo e que mesmo errando muito no começo, em algum momento eu poderia me tornar melhor. Muito ousada, com 2 meses de aula, me inscrevi num campeonato, ali mesmo na minha academia, e fiquei em último lugar. Foi um fiasco! Haha Ali eu tinha duas opções: parar e desistir ou persistir com ainda mais entusiasmo.

Desde Novembro de 2022, então, venho sendo ainda mais feliz praticando beach tennis. Evolui muito, fiz muitas amizades divertidas no esporte, já queimei inúmeras calorias e hoje em dia sou daquelas jogadoras que desfila pelos aeroportos, quando viajo para qualquer lugar, com minha bolsa de raquete à mostra, para que todos saibam que ali habita uma atleta orgulhosa! Vale ressaltar, que sou daquelas atletas bem vaidosas: adoro ir bem vestida aos treinos e aos plays com os amigos, sempre usando protetor solar, um balm labial e os cabelos e sobrancelhas bem penteados, porque afinal de contas, beleza e proteção contam muito na autoestima da atleta aqui! Haha

Ainda não sei se me desafiarei novamente para algum campeonato, mas a minha maior alegria foi quebrar o medo de que eu jamais seria capaz de fazer um esporte coletivo e ainda menos, capaz de aprender um esporte de raquete na rapidez que aprendi. O beach tennis é muito democrático e convida a quem tiver curiosidade, a momentos de lazer e ao mesmo tempo de meditação ativa, pois temos que estar sempre atentos àquela bolinha que vai e volta em alturas e velocidades diversas, o que exige muito reflexo e intuição de cada jogador.

Só tenho uma coisa a dizer: viver é bom demais. E viver com a possibilidade saudável da prática de esportes é ainda mais delicioso! Permitam-se! Viver é agora! E que venham os mais diversos novos desafios da vida, pois sinto-me pronta!

 

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